Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 06/09/2021

“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade da vida tem tamanha importância, de modo que ultrapasse a da própria existência, enaltecendo, dessa forma, o valor da saúde. No entanto, hodiernamente, o bem-estar mencionado pelo filósofo encontra dificuldades para se concretizar, uma vez que a precarização da saúde pública no brasil surge como um complexo desafio a ser enfrentado. Nesse sentido, esse cenário nefasto ocorre não só em razão da falta de infraestrutura, mas também devido a insuficiência legislativa. Assim, torna-se fundamental a superação desses desafios, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro plano, evidencia-se que a inoperância estatal com a estrutura dos hospitais é impulsionadora do impasse. Sob essa lógica, consoante a o Epistemólogo Aristóteles, o Estado é responsável por garantir o bem estar de todos os indivíduos. Entretanto, tem-se que o SUS (Sistema Único de Saúde) é marcado por um descaso governamental, uma vez que, tal setor urge de investimentos em sua infraestrutura, porém, não são enviadas as verbas necessárias para suprir as carências do mesmo. Diante disso, os hospitais do país são destacados pela falta de aparelhos hospitalares, suprimentos e profissionais qualificados. Dessarte é inaceitável que, com impostos altíssimos pagos pelo corpo social, o Brasil não possa contar com um sistema apropriado de saúde.

Outrossim, a ineficiência legislativa é outra dificuldade enfrentada. Nesse viés, Maquiavel defende que “Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes.”Nessa ótica, a perspectiva do filósofo aponta para uma falhacomum das sociedades, acreditar que a criação da lei em si pode resolver problemas complexos, como a questão da saúde pública no Brasil e a falta de debate sobre ela. Nesse contexto, nota-se o momento crítico em que a situação se encontra, haja vista que leis existem e garantem o direito pleno à saúde, mas na prática, são desrespeitadas. Logo, o que se verifica é uma ineficácia da lei, se esta não vier atrelada a políticas públicas, a resolução da problemática é impedida.

Portanto medidas fazem-se indispensáveis. Para isso, o Executivo Federal deve direcionar dinheiro para o setor da saúde, para elevar a qualidade dos hospitais regionais, por meio dos recursos advindos dos impostos federais. Ademais, contratar profissionais qualificados e ágeis, aumentando a eficiência do atendimento dos pacientes, bem como, dando um diagnóstico mais rápido ao indivíduo, a fim de que as estruturas públicas de saúde tenham capacidade física e clínica de tratar com qualidade e dignidade a população canarinha. Paralelamente, é preciso que a liderança dos bairros promova debates sobre a saúde pública instruindo o povo a exigir do poder público o cumprimento do direito constitucional à saúde. Por conseguinte, os princípios de platão poderão se concretizar no Brasil atual.