Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 15/08/2021
A atual precáriedade da saúde pública
O Sistema Único de Saúde (SUS), criado em 1988 pela Constituição Federal, assegura a todos os brasileiros saúde pública. Entretanto, há uma grande dificuldade para a concretização desse modelo no Brasil. Nesse contexto, deve-se analisar como o baixo financiamento do Governo e como a superlotação dos hospitais contribuem para a perpetução da problemática.
Em primeiro lugar, vale visar o custeamento fajuto do governo nas necessidades relacionadas a saúde dos brasileiros. Sob essa ótica, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 53,9% dos gastos com a saúde vêm da renda dos cidadãos, sendo 46,1% financiado pelas autoridades governamentais. Dito isso, percebe-se o quanto é superior a taxa percentual que representa as despesas econômicas ocasionadas a população.
Em segundo lugar, é valido destacar que a superlotação dos hospitais está diretamente ligada à falta de gestão pública de quem se mantém na linha de frente. De acordo com a Associação Médica do Espírito Santo (Ames), há médicos que atendem até 60 pacientes a cada 12 horas de plantão, o que contribui intrisecamente para o mau gerenciamento. Dessa maneira, fica evidente a precariedade hospitalar no Brasil.
Portanto, é de grande relevância que o Governo Federal reavalie a precária quantidade de verbas destinadas aos serviços de saúde prestados aos cidadadãos, para que assim as pessoas não tenham gastos desencessários. Para mais, é necessário que o Ministério da Saúde invista em profissionais qualificados e opere na construção de hospitais para o melhoramento do bem estar social. Sendo assim, esses impasses estarão distantes da realidade do Brasil, fazendo valer os direitos constitucionais da população verde-amarela.