Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 10/08/2021

A primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, é um conceito da Física que descreve uma situação de que os corpos em movimento permancem nessa condição, a não ser que sua trajetória seja alterada por uma força externa. Assim como nas ciências da natureza, os problemas relacionados à saúde pública no país permanecem contínuos, de modo a dificultar o acesso da população aos serviços gratuitos de saúde. Tal conjuntura pode ser justificada pela falta de investimentos e pelas dificuldades no acesso aos serviços. Assim, hão de ser tomadas providências para que esse cenário atual brasileiro seja modificado.

Em primeiro lugar, o falta de investimento do governo na área da saúde tem contribuído para a persistência do problema. Sabe-se que há grandes diferenças regionais e a nível local, no que tange à implantação de unidades e na qualidade prestada. Nesse contexto, o governo tem deixado de investir na melhoria da prestação do atendimento e de cumprir com os preâmbulos da legislação, assim como está contido na Constituição Federal Brasileira, em seu artigo 196, que afirma que a saúde deve ser garantida pelo Estado à toda a população do país. Com isso, grande parte dos usuários do SUS padecem com problemas de saúde que poderiam ser evitados, se houvesse uma maior quantidade de estabelecimentos, principalmente em locais remotos, onde a população desassistida é mais evidente.

Por outro lado, as dificuldades no acesso aos serviços de saúde também colaboram para a persistência do problema. Nesse viés, percebe-se que o número de unidades de saúde nem sempre estão em quantidade suficiente para atender toda demanda da população, que muitas vezes precisar ir até as unidades de madrugada e enfrentar filas para conseguir um atendimento médico, apesar de já existirem Equipes de Saúde da Família, criadas no ano de 2004, com o papel de fortalecer o vínculo com a população adscrita e facilitar o atendimento local. Apesar disso, os brasileiros se deparam com questões burocráticas para conseguir exames complementares, consultas com especialistas e cirurgias, de modo a superlotar os serviços de urgência, corroborando com a inércia da situação.

Logo, medidas devem ser tomadas para que a situação da saúde pública no país seja alterada. Para isso, o governo, por meio do Ministério da Saúde, deveria ampliar a criação de Unidades de Saúde da Família nos municípios pequenos e médios, além das regiões ribeirinhas, de modo a ampliar o acesso da população à consultas médicas e fornecimento de medicamentos, corroborando com a prevenção e promoção à saúde. Dessa forma, pode-se evitar os processos de adoecimento e agudização de condições crônicas, além de fomentar qualidade de vida aos que dependem do serviço público. Assim, a situação precária da saúde pública no país poderá ter seu percurso alterado.