Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 17/09/2021

No ano de 2020, o mundo inteiro viveu um momento inédito na história: uma pandemia em uma sociedade altamente globalizada. Tal acontecimento demandou muita união e solidariedade, mas, sobretudo, evidenciou a importância de um sistema de saúde eficiente e acessível. O SUS do Brasil se destacou por muitos pontos positivos em comparação a outros sistemas, porém, ainda assim houve um elevado número de mortes por COVID-19 no país, o que nos leva a questionar a capacidade de nosso sistema de saúde público.

A sobrecarga do setor de saúde no país pode estar relacionada à morte de milhares de pessoas. Tal possibilidade traz à tona um debate sobre o direcionamento de verbas para a saúde. Sendo divulgados quase diariamente em programas de telejornais, os dados sobre contágio e fatalidade do vírus eram chocantes: Houve um período em que o país havia chegado a mil mortes por dia!

Poucos sabem, mas o papel do Sistema Único de Saúde durante a pandemia vai além do tratamento de casos e distribuição de vacinas; é através do SUS que são realizadas ações de vigilância sanitária e epidemiológica, além de campanhas de prevenção. A escassez de recursos destinados à área da saúde pública torna todos estes serviços menos eficientes e acessíveis. Neste quesito, o Brasil se encontra abaixo da média entre países semelhantes, inclusive com sistemas de saúde menos complexos que o SUS.

Dessa forma, fica evidente a demanda de atitudes com objetivo de aumentar o fluxo de caixa do setor de saúde pública. Tais atitudes poderiam ser tomadas por órgãos governamentais tanto Federais quanto Estaduais e Municipais. Através de incentivos fiscais, por exemplo, esses órgãos poderiam convidar o setor privado a contribuir com a saúde pública, visto que a pandemia também afetou negativamente este setor. Consequentemente, o acesso à saúde seria ampliado e aprimorado, resultando em uma melhora da qualidade de vida da população.