Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 12/09/2021

Os gestores de saúde tiveram até o dia 30 de junho de 2019 para solicitar ao Ministério de Saúde a readequação da sua rede física que atende o Sistema Único de Saúde (SUS), oriunda de investimentos realizados pelos entes federativos com recursos repassados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), porém, de lá pra cá, estamos em passos lentos, já que as estruturas físicas, falta de profissionais e o investimento federal é insuficiente para a demanda da saúde brasileira.

Torna-se relevante citar que temos diversos programas orientados para a saúde pública, como o Programa Saúde da Família (PSF), que prioriza as ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde das pessoas, de forma integral e contínua, por meio de atendimentos prestados na Unidade Básica de Saúde (UBS), na Estratégia de Saúde da Família (ESF), no domicílio ou através da mobilização da comunidade. Também temos Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que são para emergências ou mesmo os hospitais para consultas, emergências ou internações na falta desses. Com isso saliento que o município de Santa Cruz do Sul administra 23 Postos de Saúde e três hospitais para atender cerca de 120 mil habitantes.

Mencionando que o investimento dos governos desde a data de 2020, onde a União gasta diariamente R$ 3,83 com cada habitante, valor que é proveniente das três esferas do poder público: federal, estadual e municipal. O federal tem diminuído em relação a anos anteriores paulatinamente, sendo que, o Radar Brasil, cita em sua pesquisa que no ano de 2012 o governo federal gastou R$ 17,6 bilhões e 2019 gastou somente R$ 4,1 bilhões. Em relação a médicos, está sempre faltando serviços especializados, conforme cita o Jornal da USP em 3 de fevereiro de 2020, devo salientar que, quanto mais longe da capital menos médicos terá, sendo que no Norte não chega ao número exigido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que seria de 1 atendente por mil habitantes.

Para que essa problemática seja solucionada, torna-se importante o governo continuar a investir em estruturas, formação de profissionais da área da saúde e tecnologias de controle dos gastos do SUS, bem como, interligando com o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), que é o registro que os médicos tem do prontuário de consultas, e o Conecte SUS Cidadão com o login do .Gov, assim saberiam exatamente onde está indo o dinheiro público e como ele está sendo utilizado por cada cidadão brasileiro.