Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 15/09/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à saúde como inerente a qualquer cidadão brasileiro. Entretanto, tal direito não tem enfatizado, na prática, quando se observa a demora no atendimento e a carência de profissionais no Sistema Único de Saúde, causado pelo pouco investimento do Brasil na área da saúde, assim, dificultando, a universalização desse direito social tão essencial. Dessa forma, se tornam relevantes os atores que agravam tal situação.

Em primeiro lugar, é importante mencionar como um fator que contribui à problemática que as filas de espera são motivos para insatisfação de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo pesquisa de 2018, feita pelo Conselho Nacional de Medicina e pelo Datafolha. Para 30% dos participantes da pesquisa, esperas para o atendimento demoraram mais de 12 meses. Tal problema, infelizmente, ecoa em diversos outros, como por exemplo, a superlotação. Assim, é de extrema importância a organização e o investimento em áreas que aceleram os atendimentos, mas que não percam sua qualificação e cuidados aos pacientes.

Em segundo lugar, torna-se relevante ressaltar que a falta de médicos é um dos principais problemas do SUS. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o Brasil tenha 17,6 médicos para cada 10 mil habitantes, enquanto, em países europeus, a taxa ultrapassa os 33. A carência de profissionais se dá pela má distribuição nos hospitais e má remuneração em comparação à da rede privada pela falta de investimento do governo. Além da falta de infraestrutura e leitos, que acaba não estimulando tais profissionais. Contudo, proporcionando aos cidadãos brasileiros um atendimento de menor qualidade.

Sendo assim, para que essa problemática da demora no atendimento seja solucionada, torna-se importante, portanto, a aplicação de ferramentas de apoio à gestão, à separação de pacientes e auxílio. Logo, cabe ao Ministério da Saúde planejar, organizar alguns sistemas e aprimorar tais ferramentas, para que os profissionais determinem os atendimentos com maior prioridade e diminuam as filas de espera. Assim como, cabe ao Ministério estabelecer metas qualitativas e quantitativas e oferecer gratificações por desempenho com base nos resultados, para ajudar a estimular os profissionais, resultando em um melhor atendimento e aumentando a presença de tais. Portanto, assim, enfatizando o direito à saúde a qualquer cidadão brasileiro, na prática.