Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 15/09/2021
No ano de 1873, a Alemanha de Bismarck foi o primeiro país da história a instituir um sistema de saúde nacional, porém não era um sistema universal, nem gratuito. Em 1988, foi estabelecido o Sistema Único de Saúde (SUS), um sistema público, universal e gratuito, fruto das várias inovações ocorridas desde o século XIX. Mesmo assim, o SUS tem problemas notórios, causados em maioria pela falta de verbas e por uma má gestão em geral.
Em primeiro lugar, a instabilidade no cenário político tem contribuído para uma instabilidade econômica que afeta diretamente a saúde pública. E a pandemia do COVID-19 aumentou consideravelmente a demanda pelo uso do sistema, desgastando-o e mostrando ainda mais suas falhas. Conforme órgãos da imprensa nacional, em junho de 2021, havia falta de medicamentos pelo SUS, destinados ao tratamento de doenças crônicas, sendo que o Rio Grande do Sul era um dos mais afetados.
Em segundo lugar, a saúde pública nunca foi priorizada como deveria nos últimos governos. Em 2018, o estado do Rio de Janeiro começou o ano devendo R$ 6,2 bilhões a fornecedores e prestadores de serviços de saúde. Ao longo dos anos, houveram reduções na taxa de leitos hospitalares, construções de UPAs sem apoio para as prefeituras manterem seus funcionamentos e uma falta geral de assistência à população, como as grandes filas para tratamentos importantes como cirurgias.
Sendo assim, se faz muito necessária a realização de mudanças importantes e reivindicação da sociedade pela melhoria do sistema. O governo não pode diminuir verbas em tempos de crise, e o judiciário precisa fiscalizar e aplicar penas rígidas e severas quando há má gestão, desvio de recursos e exigir maior transparência nas gestões, sendo assim urgente uma reorganização geral do setor nas três camadas de governo.