Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 10/09/2021

Drauzio Varella, um dos renomados médicos do Brasil, já dizia: “Se nós não tivéssemos o SUS, seria barbárie". A partir dessa fala pode-se constatar o quão importante o Sistema Único de Saúde é para o funcionamento da sociedade brasileira. À vista disso, faz-se fundamental debater sobre a saúde pública no país, visto que a superlotação de leitos e a falta de medicamentos dificulta o atendimento apropriado aos cidadãos. Diante dessa perspectiva, faz-se de extrema relevância avaliar alternativas para um progresso nesse serviço público.

Em primeira análise, torna-se imprescindível evidenciar a falta de leitos em hospitais, o que influencia gravemente no atendimento a inúmeros pacientes que necessitam de assistência da saúde pública. Nesse viés, destaca-se que a superlotação já se transformou, inclusive, em piadas nas redes sociais, em que os usuários compararam os hospitais comunitários com o termo “coração de mãe, onde sempre cabe mais um”. Desse modo, a infraestrutura imprópria, a falha na gestão e a deficiência de leitos hospitalares resultam no calamitoso estado em que se encontra o sistema de saúde público do Brasil. Dessarte, faz-se essencial reverter tal impasse para que a sobrecarga de ambulatórios seja sanada.

Ademais, é expressivo ressaltar que a carência de insumos acaba agravando a logística da área de saúde, implicando no desenvolvimento de um serviço pertinente e, consequentemente, para uma melhor qualidade de vida. Nesse cenário, é plausível mencionar a situação em que o Brasil se encontra nos últimos anos a respeito do aumento de casos de dengue, o que resultou na indisponibilidade de Paracetamol, fazendo com que muitas pessoas ficassem indispostas ao empenharem os seus deveres, tal como trabalhar. Dessa maneira, as consequências do desabastecimento de medicamentos variam, tanto no cancelamento de procedimentos, quanto no desconforto de um enfermo.

Logo, a fim de solucionar os desafios impostos pelo debate da saúde pública no Brasil, cabe ao Ministério da Saúde expandir o número de leitos hospitalares por meio de investimentos e parcerias, bem como formas alternativas de aquisição de materiais médicos, com o intuito de que mais indivíduos possam ser atendidos. Além disso, faz-se primordial que os órgãos da vigilância sanitária interfiram na carência de fármacos, através de um bom gerenciamento e um aumento de disponibilização de verbas, para que a população brasileira não vivencie a barbárie preconizada por Varella, ao interpretar uma nação sem o Sistema Único de Saúde (SUS).