Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 18/10/2021

De acordo com o artigo 2° da Constituição Federal de Direitos Humanos, a saúde é um direito fundamental do ser humano, no entanto o cenário encontrado no Brasil se mostra contrário á essa lei, a falta de investimentos, recursos insuficientes, em especial com o SUS (Sistema Único de Saúde), aliado ao desvio de verbas que são destinadas a essa área, mostra que a mesma não vem sendo tratada como prioridade pelas autoridades, logo faz se necessário um debate para entender essa situação.

Ao se examinarem alguns dados, verifica-se que é evidente a instabilidade política e econômica em que o Brasil se encontra, principalmente no atual contexto de Pandemia, o SUS foi e ainda é um grande suporte nesse processo, pois com o aumento do desemprego a procura de um plano de saúde acessível e sustentável aumentou, porém, com a falta de recursos para esse sistema, consequentemente houve uma superlotação em leitos de hospitais, falta de medicamentos, maquinários e atendimento lento, gerando um mau funcionamento para otimização nesse campo.

Outra preocupação constante é a corrupção na saúde, que existe em escala mundial, os desvios de verbas da área afetam no desenvolvimento dos recursos fundamentais para o bem estar das pessoas, logo percebe-se que a manipulação de dados e a falta de transparência de políticas privadas que se beneficiam com interesse individualistas ocorre, sustentando esse argumento, a fala do filósofo Aristóteles de que: “A política não deveria ser a arte de dominar, mas sim a arte de fazer justiça” se faz significativa.

Portanto, para combater essa falha na saúde pública no Brasil, é necessário que a classe médica e a população façam reivindicações que exigem do Poder Legislativo a criação de uma lei que aumente e aperfeiçoe os investimentos e verbas para o SUS. Ademais é dever do Poder Judiciário punir e cobrar uma fiscalização mais restrita sobre os desvios feitos, com uma maior intervenção do governo na divulgação e proteção das fontes de informação. Desse modo, podemos mudar esse paradoxo que enfrentamos e seguir transparentes com a Constituição.