Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 24/09/2021

Na série de tv “Sob Pressão”, é possível acompanhar o dia a dia de um  hospital público brasileiro que enfrenta inúmeras dificuldades para conseguir se manter ativo e recebendo pacientes. De maneira análoga, a maior parte dos hospitais públicos no Brasil, fora da ficção, também passam por diversos problemas para continuar em funcionamento. Dessa forma, a falta de construção de hospitais em locais afastados dos centros, somado a má gestão dos investimentos tornam o cenário da saúde pública brasileira um caos.

Em primeiro lugar, é importante citar a ausência de hospitais em locais mais afastados dos principais centros urbanos como um dos maiores empecilhos para a saúde pública. Com a falta de hospitais em cidades interioranas, aquelas pessoas que necessitam de um tratamento médico precisam se deslocar de seu munícipio até os centros urbanos em busca de uma consulta. Dessa forma, além do transtorno de ter que se distanciar de casa, os hospitais centrais acabam superlotando com a grande demanda por parte da população. Segundo dados do TCU, 64% dos hospitais brasileiros estão sempre superlotados. Com isso, muitos pacientes são prejudicados e funcionários sobrecarregados.

Somado a isso, a má gestão dos investimentos ligados a saúde também prejudica a qualidade do serviço. Com a falta de clareza sobre para onde vai tal dinheiro e com inúmeros casos de corrupção envolvendo desvios de verba, o governo brasileiro ao invés de agir a favor de sua população atrapalha e oferta uma saúde de péssima  qualidade. Segundo pensamento do filósofo Thomas Hobbes, o Estado deveria ser responsável pelo bem estar de seu povo. Todavia, não é isso que vem ocorrendo no Brasil, já que as necessidades da população não são vistas como prioridade.

Portanto, diante do exposto, é essencial que ocorram mudanças para garantir a melhoria do cenário da saúde pública brasileira. O governo federal deve ampliar as opções de hospitais dentro das cidades, a partir da construção deles em lugares mais afastados dos centros, com a criação de novas UPAs e um maior número de médicos e técnicos, objetivando um maior conforto para quem mora no interior e um alívio na superlotação dos hospitais centrais. Além disso, o governo deve, também, promover uma reforma de gestão dentro dos hospitais para que os investimentos sejam utilizados de maneira correta e ajudem a população. Assim, situações como as da série supracitada não acontecerão fora da ficção.