Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 01/10/2021

Ao averiguar a Carta Constituinte de 1988, é declarado a dever dos poderes administrativos - Governo, Estado e Município - prover serviços de saúde públicos, estando sob o encargo deles sua fiscalização. Contrariamente ao que foi dito, é visto que unidades de saúde há tempos, fazem-se ineptas quanto ao espaço físico e profissionais qualificados, sendo necessária a fiscalização imediata destes órgãos públicos. É preciso neste caso, promover debates sobre a saúde pública no Brasil, a fim de melhorar o serviço oferecido.

De acordo com o site g1.com, foram gastos R$608,3 bilhões de reais em 2017 com o consumo de produtos e serviços da saúde. Deste montante, R$354,6 bilhões foram desembolsados pelas famílias, enquanto o governo investiu R$253,7 bilhões. A pesquisa supracitada leva a recordar que muitos brasileiros, optam por arcar com planos de saúde privados, exames e remédios, visando precariedades em diversos âmbitos dos serviços públicos, os quais são destinados as verbas e parte dos impostos pagos anualmente, não sendo visto a aplicação destes recursos.

Outrora, a falta de profissionais qualificados também é um fator implicante no que tange a desmotivação para procurar os serviços públicos. Diferente do que se pensa, o SUS (Sistema Único de Saúde) é o responsável por conceber o salário dos médicos atuantes e, infelizmente, não cumpre corretamente com o compromisso. Por consequência, os profissionais com mais experiência, não tem interesse em integrar-se na rede pública, e os médicos que já são incluídos não se vêem motivados a trabalhar, e com a parceria de faculdades com as unidades de saúde, recebem auxílio de estudantes de medicina e enfermagem, que possuem ainda menos experiência, e são mais suscetíveis ao erro clínico.

Não obstante, é imprescindível a tomada de medidas que solucionem as questões mencionadas sobre a saúde pública. Em primeiro plano, o Ministério da Saúde em parceria com o SUS deve promover maior fiscalização das verbas direcionadas aos Estados, cobrando que aplicações sejam feitas com tal recurso, como a reforma dos postos de saúde, junto com médicos oferecendo um atendimento qualificado. Essa cobrança deve ocorrer por intermédio de profissionais da saúde e economistas, enviados pelo Ministério da Saúde, para realizarem avaliações do trabalho prestado pelos médicos, como as verbas financeiras estão sendo utilizadas a favor das unidades de saúde e se a população está satisfeita com tais ações. Em segundo, o Ministério da Educação, antes de direcionar os universitários aos postos para estágio, deve realizar uma seleção entre eles, por meio de uma avaliação escrita e prática com os alunos, para que os mais preparados possam auxiliar no cuidado com a saúde de outros. Assim, será possível fornecer mais saúde e qualidade de vida no Brasil.