Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 12/11/2021

Na série “Sob Pressão”, estreada em 2017 na emissora TV Globo, são narradas graves emergências em um hospital público no Rio de Janeiro, mostrando a intensa falta de recursos e problemas sociais no parâmetro da saúde coletiva. De maneira análoga, a realidade brasileira enfrenta grandes impasses acerca da estruturação e eficácia do Sistema Único de Saúde (SUS), demonstrando a crescente crise humanitária presente no século XXI. Dessa forma, é perceptível que é necessário intervir na questão social abordada, que é motivada não só pelo descaso governamental a respeito de investimentos voltados ao setor de saúde mas também pela desigualdade social presente no hodierno cenário do país, o que gera a permanência de uma sociedade afetada pela negligência da máquina administrativa.

Primordialmente, a falta de ajuda governamental no sistema público de bem-estar social é preocupante, uma vez que já está previsto no artigo 6 da Constituição Federal de 1988 que o Estado deve garantir os direitos de saúde e assistência a todos os cidadãos, demonstrando, assim, que toda a população é digna do recebimento de um tratamento qualificado dentro do SUS. De acordo com a empresa Soul MV, o Brasil gastou apenas 10,7% de seu orçamento público total com a saúde, quase 5% a menos que a média mundial. Dessa forma, conclui-se que é de grande valia o aumento dos investimentos nas áreas sociais, modificando o estado de decadência e efetivando melhorias públicas.

Ademais, o problema da desigualdade social enfrentado no contemporâneo momento brasileiro intensifica os prejuízos advindos da vulnerabilidade do sistema de saúde, provocando o alargamento das péssimas condições de tratamentos, além da superlotação dos hospitais e a falta de leitos, o que evidencia um processo de defasagem pública. Consoante o livro “O Quarto do Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, o dia a dia das pessoas que moram nas periferias são repletos de escassas condições de sociais, sendo obrigados a conviver com a falta de saneamento básico e acesso à saúde. A partir dessa análise, pode-se notar que é preciso a implantação de alternativas para erradicar os graves aspectos vivenciados pelos moradores dos centros periféricos relacionados ao bem-estar público.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução do impasse quanto a precariedade da saúde pública. Dessa maneira, a Receita Federal deve investir uma maior parcela dos impostos arrecadados no SUS, por meio da construção de hospitais em bairros menos favorecidos economicamente, além da contratação de profissionais qualificados para o atendimento desejável e previsto na legislação. Assim, com a adoção das medidas citadas, haverá a minimização das situações vinculadas a carência de investimentos públicos e, também, irá proporcionar a diminuição das desigualdades sociais no contexto de um acesso mais amplo aos setores da saúde de qualidade.