Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 18/11/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Porém, tal prerrogativa não tem se reverberado quando se observa o atual cenário. Por conseguinte, a nítida precariedade da saúde pública no Brasil é causada pela falta de investimentos governamentais, prejudicando, deste modo, a universalização deste direito social tão importante.
Em uma primeira análise, é válido destacar o governo como o principal impulsionador do problema no país. Ademais, segundo a citação do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, ‘‘A sociedade caminha para uma desordem, sobretudo, pela falta de controle do estado’’. Logo, tal citação pode ser facilmente aplicada ao problema , já que, a falta de controle do estado na saúde pública trará consequências à sociedade.
Portanto, pode-se destacar as principais consequências como: a elevação do índice de morte, falta de tratamento de doenças, falta de aplicações de vacinas gratuitas e o impedimento do acesso para os pobres. Logo, pode-se fazer uma analogia com a frase do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, ‘‘No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho’’. Sendo assim, percebe-se que a sociedade, ao longo de seu desenvolvimento, enfrenta diversos obstáculos, logo, a falta de saúde pública é um deles.
Deprende-se, portanto, a necessidade de combater estes obstáculos. É preciso que o Governo, melhore a estrutura e aparelhagem dos hospitais públicos do Brasil, por meio da disponibilização de verbas governamentais, com o objetivo de garantir que os cidadãos pobres tenham direito a uma melhor qualidade de saúde. Desse modo, ocorrerá o impedimento de ‘‘pedras’’ no meio do caminho da sociedade.