Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 15/08/2022
O significado de “saúde”, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), “saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença”. Sob esse viés, no Brasil, embora o SUS (Sistema Único de Saúde) cumpra a função de universalização do atendimento público, ainda está longe do ideal, visto que, atualmente, ainda é carente de estrutura e de insumos hospitalares. Com isso, faz-se necessário medidas para combater esses impasses.
Em primeiro lugar, o SUS é usado pela maior parte da população, de acordo com o IBGE. Assim, espera-se que tenha um alto investimento, de modo a atender toda essa demanda. Porém, a realidade é discrepante do ideal, pois, ao pensar em hospitais ou Unidades Básicas de saúde (UBS) no país, a imagem é de filas enormes para conseguir atendimento ou de extrema dificuldade, na maior parte das vezes, até para ter acesso a uma básica consulta de rotina.
Outrossim, não é apenas o investimento estrutural que está carente, mas os de insumos também, como a falta de medicamento, agulhas, esparadrapos e afins. Nesse sentindo, aceitar essa negligência do estado perante a saúde é “adoecedor”, pois, consoante ao pensamento de Jiddu Krishnamurti, filosofo indiano, “Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente”. Assim, é importante a atuação cidadã para que ocorra essas mudanças, posto a relevância do debate acerca da saúde pública no Brasil.
É evidente, portanto, segundo Hipócrates, “Aos doentes tenha por hábito duas coisas - ajudar, ou pelo menos não produzir danos”. Logo, cabe ao Governo Federal aumentar o investimento no SUS, principalmente nos lugares em que a demanda é maior, por meio de construção de hospitais e UBS, a fim de diminuir as filas e conseguir atender toda a população que é beneficiada. Para tal, deve existir um fundo de investimento, de modo que supra a necessidade financeira e, assim, faça do SUS, de fato, universal e de qualidade.