Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 23/10/2023
A alteridade é o exercício de se colocar no lugar do outro, e o perceber como uma pessoa singular e subjetiva. Desse modo, percebe-se na questão do debate sobre a saúde pública no Brasil, falta a aplicação desse conceito por parte de poderes públicos, o que provoca inúmeros problemas a coletividade. Assim, é imperioso o debate disso com foco em resolver a negligência e a precarização infraestrutural.
Primeiramente, urge salientar que as relações casuísticas da adversidade se dá pela negligência governamental. Com isso, o filósofo Thomas Hobbes, dentro da obra “O Leviatã”, afirma que é função do Estado, a partir do Contrato Social, a imposição de ordem e garantias naturais ao indivíduo. No entanto, esse mesmo ente provoca a falta de acessibilidade legislativa na estrutura ao direito básico a saúde a todos os cidadãos, a partir do momento em que o Estado não efetiva o direito universal. Com isso, a sociedade é colocada em um plano imaginário e o óbice persiste.
Ademais, é importante destacar, que a inoperância estatal acarreta a precarização infraestrutural do debate sobre a saúde pública no Brasil. Essa reflexão pode ser confirmada pelo conceito “Cidadania para Principiantes” dos autores Carlos Novaes e César Lobo, que explicam que a democracia só é efetivada quando atinge a totalidade do corpo social. Entretanto, depreende-se que esse ideal se distancia da realidade, a partir do momento em que a saúde pública não atinge todas as classes populacionais, tornando-se um país em dois Brasis.
Destarte, fica evidente que são fundamentais a criação de alternativas para amenizar o impasse citado. Para isso, os interlocutores da informação, assim como as mídias e o Governo devem promover a relevância para conter a atual problemática - precarização infraestrutural ao acesso a direito à saúde pública -, por meio de debates com especialistas na área. Isso, com a finalidade de garantir o acesso ao direito universal. Logo, o debate desigual ao acesso à saúde pública no Brasil será intermediado no século XXI.