Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 31/10/2023
Já é sabido que o Brasil é um dos únicos países que apresenta um sistema de saúde pública funcional, entretanto, por mais que o SUS - Sistema Único de Saúde - seja uma boa opção para a população mais pobre ele apresenta diversas falhas, tanto estruturais, quanto problemas relacionados ao Estado. Dados retirados em 2010, apontam que apenas 10,7% do dinheiro público foi redirecionado para a saúde, dado esse se torna preocupante quando, em 1990, mais de 70% desta receita foi para saúde.
Por conta disso, trona-se cada vez mais evidente, reclamações do povo relacionado à falta de disposição de alguns remédios, que são extremamente caros. Isso se dá ao fato de que o investimento na área da saúde ter se tornado decadente, e pessoas com doenças que necessitam de remédios mais “exclusivos” e possuem uma baixa renda podem sofrer diversas consequências, podendo, no pior dos casos, vir a falecer, o que acaba por ir contra a Lei n° 8080.
Outro fator estridente, em relação à falta de investimento, é a falta de infraestrutura, visto que, em épocas de crise, como a recente pandemia da COVID-19, hospitais e postos de saúde ficam lotados e, em caso de viroses, acaba por disseminar ainda mais a doenças. Outrossim, a também problemas relacionados à filas de espera, visto que, algumas operações ou consultas pode demorar meses para serem marcas, a casos em que demora mais de seis meses e acabam cancelando a consulta marcada.
Sendo assim, torna-se eminente a necessidade de intervenção do Estado, juntamente do Ministério da Saúde, para que tais problemas relacionados a infraestrutura e falta de investimentos cessem. Tal ação será feita com a criação de uma Lei que determinará uma porcentagem mínima para investimento na área da saúde pública, visando sempre a saúde do povo brasileiro. Sendo assim, episódios de superlotação em hospitais ou mortes por falta de medicamentos se tornarão cada vez menos frequentes.