Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 31/10/2023

Na série televisiva japonesa “Tengoku Daimakyou”, o protagonista “Daiki” vive em uma versão futura e apocalíptica da Terra, onde por conta das poucas pes-soas que estão vivas não confiarem nos postos de saúde pública, ele acaba presen-ciando falecimentos de mais e mais famílias. Em consonância com a realidade de “Daiki”, o povo brasileiro ainda enxerga, por volta das mídias, pessoas morrendo de doenças curáveis e tratáveis. Haja vista que tais pessoas acabam assim por falta de ciência não dada pela família e por pouco encorajamento do governo.

Em primeiro lugar, é relevane destacar que muitas famílias no Brasil, principalmente as mais pobres, acabam ficando sem o conhecimento de que a saúde pública, para aqueles que precisam, é a melhor opção. Nesse sentido, um levantamento feito por estudantes da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), aponta que, em média, 23% das famílias de periferias ao redor dos 26 estados passam o conhecimento aos seus filhos de que não se deve ir a hospitais públicos. Desse modo, é possível concluir que essas famílias ainda persistem em dizer que remédios feitos “caseiramente” são beneficamente mais confiáveis.

Ademais, essa ideia das famílias ainda é reforçada pela falta de encoraja-mento do governo para essas pessoas mais pobres, acarretando em menos pacientes nos hospitais, que causam a diminuição do orçamento público com a saúde. Nesse contexto, uma dissertação do site de notícias “mv.com.br” alega que em meados de 2010, foram gastos no Brasil com a saúde 10,7% do orçamento público, que é praticamente 5% a menos que a média mundial. Assim, com o governo diminuindo o orçamento público para a saúde, no fim ocasiona falta de possibilidade de atendimentos, que causam uma visão mal vista pela população.

Portanto, cabe as instituições governamentais voltadas para a saúde e publi-cidade promoverem, por meio das mídias — grandes difusoras de informação e principais veículos formadores de opinião —, a formação de cartazes e pôsteres para aqueles que não acreditam nos hospitais públicos, a mudarem de idéia. Tam-bém, deve-se fazer um reajuste nas porcentagens de orçamentos públicos voltados a saúde, para se ter melhores condições de trabalho para hospitais. Sendo assim, Daiki não presenciaria com tanta frequência, famílias morrerem por falta de saúde.