Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 23/10/2023
Na obra cinematográfica “Sob Pressão”, retrata o cotidiano de pessoas que trabalham em um hospital de saúde pública, com diversos desafios diários para os médicos, mas principalmente a falta de remuneração adequada e as horas excessivas de trabalho. De maneira ánaloga, a realidade de muitos médicos brasileiros se assemelham à ficção, nesse contexto destaca-se dois aspectos: a superlotação em hospitais públicos e a falta de equipamentos.
Em primeiro lugar, é de suma importância compreender os desafios enfrentados com a superpopulação de hospitais, segundo uma pesquisa feita por professores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), indicou que 12,3% dos hospitais públicos sofrem com superlotação e os funcionários trabalham cerca de 7 horas além da carga horária estabelecida para eles. Esses dados demonstram a importância de aplicar uma política pública que evite a lotação em hospitais, contruibuindo para o bem estar populacional.
Outrossim, a falta de equipamentos em diversos hospitais vem contribuindo com a qualidade precária de atendimentos para a população. Segundo dados da TCU (Tribunal de Contas da União), 77% dos estabelecimentos auditados mantinha leitos desativados por não possuírem monitores, ventiladores pulmonares e outros equipamentos hospitalares básicos para o atendimento a pacientes internados. Sendo alarmante para o corpo social que depende desse serviço, uma vez que um atendimento pode demorar semanas ou meses.
Em suma, se faz necessária a adoção de meios que erradiquem os desafios que possam ser enfrentados pelos hospitais. Logo, cabe ao Ministério da Saúde auxiliar os hospitais públicos, por meio de subsídios destinados à eles, de forma que consigam gerir os gastos com equipamentos e profissionais conscientemente. A fim de mistigar a falta de qualidade hospitalar, auxiliando a população e seu bem estar ao longo dos anos. Dessarte, dessa forma a realidade brasileira deixará de se assemelhar à ficção, contendo os desafios diários vividos por funcionários da saúde pública.