Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 31/10/2023
A Constituição Federal de 1988 garantiu, em seu artigo 196, por meio da Lei n°. 8.080/1990, a criação de um Sistema Único de Saúde, o SUS, o ocorrido conferiu um sentimento de paz para a população brasileira. Entretanto, diante das dificuldades enfrentadas pela sociedade, se torna cada vez mais evidente a existência de muitas dúvidas acerca de sua eficiência. Sendo assim, se mostra necessário o debate sobre a saúde pública no Brasil.
Sob esse viés, é possível caracterizar o SUS como principal sistema de saúde do Brasil. Por conseguinte, segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), faz parte da vida de cerca de 71,1% da sociedade brasileira. Sendo que, segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), em localidades que não oferecem sistemas particulares, por volta de 15,7 milhões de pessoas estão submetidas especialmente ao sistema público. Dessa forma, uma incoerência nessas instituições tem impacto direto em mais de metade da população.
Contudo, mesmo abarcando tantas pessoas, reflete os mais variados obstáculos. Dentre um dos mais pertinentes está a falta de investimentos, que, por sua vez, resulta na falta de medicamentos e equipamentos essenciais e aqueles que sobram não são suficientes para suprir toda população que necessita deles. Assim se desencadeia outro tópico a se discutir, as crescentes filas de espera, que além de serem resultado da escassez de produtos, também se dão pela falta de profissionais. Posto isso, uma pesquisa do G1, confere que cerca de 566 mil pessoas aguardam na fila do SUS à espera de cirurgias.
Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde fomente esforços significativos a fim de aumentar a quantidade de profissionais, materiais e consequentemente, diminuir as filas de espera. Sendo assim, é possível capacitar os profissionais por meio de treinamentos adequados. Além disso, há a possibilidade de promover atendimentos personalizados, logo, será possível priorizar pacientes que precisam de mais assistência médica. Só assim será possível mitigar as barreiras existentes acerca dos sistemas públicos de saúde.