Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 30/10/2023
Com inúmeras críticas ao SUS (Sistema Único de Saúde), a série “Sob Pressão” estreia no Globoplay, mostrando na realidade o dia a dia dos médicos no Brasil, especialmente aqueles que trabalham em hospitais públicos, onde muitas vezes o sistema de saúde é precário. Assim, torna-se necessário debater sobre esse assunto, uma vez que a saúde é um direito básico humano que deve ser garantido a todos.
Ademais, apesar de a série receber inúmeras críticas ao SUS, é importante destacar que esse é o sistema mais complexo de saúde pública do mundo. A série também apresenta elogios ao SUS, pois, como um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, atende cerca de 190 milhões de pessoas, sendo que 80% delas dependem exclusivamente desse sistema para cuidar de sua saúde. Além disso, o SUS conta com cerca de 40 mil postos de atendimento básico espalhados por todo o país, oferecendo serviços como vacinação, atendimento de urgência pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), transplantes (90% deles realizados pelo SUS) e tratamento de diversas doenças. Portanto, o SUS é essencial para aqueles que não possuem condições de pagar por um plano de saúde.
No entanto, mesmo com um sistema de saúde pública tão abrangente, ainda existem diversos problemas relacionados a ele. A gestão ineficiente é um desses problemas, pois leva à fragmentação do sistema e do seu modelo de gestão. Como consequência, enfrentamos a escassez de médicos e profissionais especializados. O Brasil possui uma média de 2,6 médicos por 1.000 habitantes, segundo o IBGE, mas no estado do Pará esse número cai para apenas 1,18 médicos, enquanto no Distrito Federal temos uma proporção maior do que o necessário, com aproximadamente 5,53 médicos. Essa desigualdade na distribuição de médicos é um reflexo da má gestão do sistema de saúde.
Portanto, é dever do Estado, por meio da Secrataria Nacional do Ministério da Saúde, oferecer planos de carreira mais atrativos e infraestrutura adequada, garantindo benefícios competitivos. Isso tem o objetivo de atrair mais profissionais de saúde qualificados para regiões com déficit de médicos, contribuindo para uma distribuição mais igualitária em todo o país.