Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 25/10/2023
No trecho “Emergência! Eu tô passando mal, vô morrer aqui na porta do hospital…”, da música “Sem Saúde” de Gabriel O Pensador, é retratado a dura realidade dos cidadãos brasileiros, onde diversas pessoas possuem dificuldades gigantescas em relação ao acesso a saúde, enfrentando grandes filas, hospitais cheios, pessoas passando mal em recepções de instituições de saúde, entre diversas outras.
Vale ressaltar, que na mesma música existem diversas frases que se encaixam na realidade do país, como “Me arranja aí um leito que eu num peço mas nada, mas eu num sou cachorro pra morrer na calçada”, onde é ressaltado a dificuldade para obter um simples leito em um hospital público, o que deveria ser o mínimo ofertado pelo governo, isso se dá graças a falta de estrutura nesses hospitais, assim, superlotando e fazendo com que os pacientes não consigam no mínimo obter um leito para ser examinados.
Ademais, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo IBGE, cerca de 150 milhões de brasileiros dependem dos SUS, isso é mais de 70% da população. Sendo assim, isso acarreta a superlotação de urgências e emergências por todo o país, além disso, são notórios problemas como a desigualdade na oferta de serviços, isto é, não há a mesma prestação de serviço para todos que utilizam da saúde pública, a escassez de recursos e mão de obra, o que leva a maior espera dos pacientes que buscam atendimentos de emergência ou até mesmo tratamentos para doenças não urgentes.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde e ao Governo Federal, gerir os investimentos feitos pelo país e dar mais atenção ao aspecto da saúde, ou seja, construindo mais hospitais, expandindo os já existentes, fazendo a reposição correta dos recursos médicos e os enviar regularmente para as Secretárias de Saúde dos estados brasileiros, além do incentivo a formação de médicos e enfermeiros para trabalhar nestes locais de atendimento público, assim, garantindo os direitos da população brasileira e assegurando sua integridade.