Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 24/10/2023
Promulgada em 1988, a Constituição Federal (CF) vigente assegura direitos fundamentais para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Porém, a ausência de saúde pública e suas consequências, falta de profissionais capacitados e o superlotamento de hospitais, interferem no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.
Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e as suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, no Brasil, a passividade na reflexão crítica em debates a saúde pública destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbroglio. Além disso, essa ausência de autocrítica funciona como base para a intensificação da superlotação nos hospitais e a ineficiência de atendimento para tratamentos, fato que viola novamente, a CF. Dessarte, analizar a criticidade para diminuir o revés.
Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rawls, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, a falta de profissionais capacitados para assistência contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista o crescimento da demanda pelos cuidados com doenças crônicas, salários baixos e cursos de qualidade questionável estão no cerne desse problema. Com isso, a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.
Portanto, entende-se que debates a saúde pública é um intrínseco de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério da Saúde, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as sequelas do problema e, convidar o Sistema Único de Saúde (SUS) para apresentar uma visão crítica e orientar a população a respeito do impasse discutido. Feito esses pontos, com a criticidade proposta por Bourdieu e o Pacto Social de Rawls, a sociedade brasileira terá uma vida digna, como prevê a Constituição Federal.