Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 31/10/2023
De acordo com o cantor Bob Dylan, “Quantos ouvidos o homem deve ter para que possa ouvir o choro do povo?”. Sob esse viés, a crítica de Dylan é verificada na questão da saúde pública no Brasil, uma vez que a sociedade sofre com a falta de investimentos por parte dos órgãos reguladores, que ocasiona na falta de saúde e bem-estar. Nesse sentido, observa-se um delicado problema com contornos específicos, que tem como causas o silenciamento e a má influência midiática.
Nesse ínterim, em primeira análise, a falta do debate é um desafio presente na problemática. Isso ocorre porque a máquina estatal consoante o sociólogo Bauman, tornou-se uma instituição “zumbi”, ou seja, ao não ensinar a população acerca dos prejuízos da falta de saúde pública, visto que a escassez dela traz o aumento da mortalidade, agravamento de doenças crônicas, desigualdade social e impacto econômico negativo, o Estado perde sua função social de instruir e de cuidar dos brasileiros, concebendo a desinformação para a maioria. Por conseguinte, urge tirar esse estado de “zumbi”, como defende o pensador.
Em paralelo, é imperativo ressaltar a má influência da mídia como promotor do problema. De acordo com João Silva o câncer do mundo é a mídia. Partindo desse pressuposto, é nítido a veracidade da crítica na questão, uma vez que a mídia omite e espalha calúnias para engajamento, desprezando o debate sobre políticas públicas eficazes, melhoria da infraestrutura das unidades de saúde e garantia ao acesso equitativo aos serviços de saúde. Tudo isso retarda a solução do empecilho, já que a influência errônea midiática contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Portanto, colocar os direitos humanos em primeiro lugar é urgente.
Dessarte, é inevitável intervir sobre o problema. Para isso, o Poder Público deve investir em informações sobre a questão, através de verbas, a fim de melhorar a qualidade de vida. Ademais, o Poder Público deve sancionar leis que visam a equidade ao acesso à saúde pública. Campanhas em escolas também devem ser levadas em consideração. Tal ação pode, ainda, ser divulgada nas mídias de massa para que a população tome conhecimento. Paralelamente, é preciso intervir no silenciamento presente no problema. Dessa maneira, o Brasil poderá ter mais “ouvintes”, como defende Bob Dylan.