Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 30/10/2023
“O mais importante é inventar o Brasil que nós queremos”, disse o antropólogo Darcy Ribeiro, defensor vocal do povo brasileiro. Na corrente realidade, tal assertiva se ratifica, tendo em conta a necessidade de unir todo o corpo social na superação da precária condição da saúde pública no Brasil. À vista disso, é inadiável discutir, além da inoperância do Estado, a omissão de parcela da sociedade em face desse panorama.
Sob tal viés, conforme escreveu o poeta e filósofo francês Paul Valéry: “Se o Estado é forte, esmaga-nos. Se é fraco, perecemos”. Com efeito, a saúde pública no Brasil se agrava na medida em que o poder público negligencia políticas específicas a área da saúde, como a falta de investimentos e a burocracia no processo de aquisição de medicamentos. Essa fraca resposta governamental é grave, pois impacta diretamente na qualidade de vida da população. Logo, mudar esse cenário alarmante demanda uma atuação mais vigorosa das autoridades.
Ademais, a incúria social agrava ainda mais o revés, visto que muitos cidadãos não participam de soluções para melhorar o sistema de saúde público brasileiro, como o descumprimento de medidas de prevenção e do não cumprimento das políticas de vacinação. Um exemplo disso é a disseminação de informações falsas que prejudica à vacinação contra doenças. Isso remete a um trecho da obra “Os Miseráveis”, na qual uma personagem diz que a “sociedade é responsável pelas trevas que produz”. Então, engajar a sociedade nessa pauta é imprescindível.
Em suma, tornou-se urgente reverter esse cenário desafiador. Para tal, o Governo Federal - cuja atribuição é administrar os interesses públicos - deve fortalecer suas políticas de investimento no setor de saúde, por meio de ações intersetoriais coordenadas, como o investimento adequado e a promoção de políticas de prevenção de doenças. Tão importante quanto, as Organizações da Sociedade Civil, partícipes da esfera pública não estatal, devem sensibilizar a população sobre a importância de um sistema de saúde eficiente. Por meio de campanhas e palestras de conscientização, com vistas a gerar o engajamento sobre uma saúde pública efetiva. Só assim, será inventado um país mais justo e saúdavel.