Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 30/10/2023
Criado em 1988, a Constituição Federal implantou no país, o SUS, regulamentado dois anos depois pelas Leis nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 e nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990. Referente à Saúde, o art. 196 define que: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação” (BRASIL, 1988).
O sistema de saúde brasileiro é caracterizado pela fragmentação entre o sistema público (Sistema Único de Saúde - SUS) e o sistema privado. Isso resulta em desigualdades no acesso aos serviços de saúde e na qualidade do atendimento. O SUS sofre com subfinanciamento crônico, o que limita a capacidade de expandir e melhorar os serviços de saúde. A falta de recursos adequados afeta a infraestrutura, a aquisição de equipamentos e a contratação de profissionais de saúde. A má gestão e a corrupção são problemas crônicos que afetam a eficiência do SUS e comprometem a alocação de recursos de forma adequada. Muitos pacientes enfrentam longas filas de espera para consultas médicas, procedimentos cirúrgicos e exames, o que pode resultar em agravamento das condições de saúde.
O subfinanciamento, que se traduz na insuficiência de recursos financeiros destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), tem consequências devastadoras para a saúde pública brasileira. O SUS é o pilar do sistema de saúde no Brasil e atende a grande parte da população, especialmente aqueles que não têm acesso aos serviços de saúde privados.
Portanto, a partir do exposto observa-se que caminhos devem ser traçados a fim de atingir os objetivos evidenciados. Para isso, cabe ao Governo, investir de forma adequada e sustentável no sistema de saúde, o que será essencial para superar essas dificuldades e garantir que todos os brasileiros tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade e adequados.