Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 24/10/2023

O renomado filósofo alemão Arthur Schopenhauer afirmou em uma de suas frases que “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem.” A partir da interpretação dessa frase, fica claro que a saúde, além de ser necessária a todos, está entre os principais direitos que o Estado deve prover aos cidadãos. Porém, infelizmente, no Brasil, muitas vezes essa necessidade básica é negligenciada nas populações mais pobres, que na maioria das vezes são as mais carentes desse amparo.

Segundo a Constituição Federal do Brasil de 1988, a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. A partir disso, para garantir esse direito aos seres humanos, no mesmo ano foi criado o Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, atualmente essa não é a realidade seguida pelo país, a escassa verba direcionada aos departamentos médicos colabora para a ineficiência da saúde pública no Brasil. Em 2010, o Brasil gastou apenas 10,7% de seu orçamento público total com a saúde, quase 5% a menos que a média mundial e cerca de 1,5% a menos que outros países emergentes.

Consoante à má gestão de recursos, a escassez de programas de orientação aos pacientes também colabora para a superlotação de hospitais. Muitas vezes, pessoas que desejam atendimento rápido acabam se dirigindo diretamente às unidades do SUS, quando o ideal seria que fossem até um posto de saúde. Assim, os serviços de emergência ficam sobrecarregados com casos leves, atrapalhando a triagem e seleção de casos prioritários, atrasando a avaliação dos doentes. Uma pesquisa divulgada pelo Conselho Nacional de Medicina revelou que 30% dos respondentes afirmaram ter aguardado mais de um ano para serem atendidos.

Nesse sentido, para aprimorar a saúde pública no Brasil, o Ministério da Saúde e órgãos governamentais devem expandir e fortalecer unidades de atendimento primário e hospitais públicos por meio de investimentos financeiros substanciais. Essa medida, acompanhada pela contratação de profissionais de saúde, melhorará o acesso à assistência médica, reduzirá filas de espera, elevará a qualidade do atendimento e promoverá um sistema de saúde pública mais eficaz e equitativo.