Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 29/10/2023
A série de TV brasileira “Sob Pressão” retrata a situação dos hospitais públicos do país, onde os médicos são obrigados a tratar muitos pacientes com oferta instável de materiais disponíveis e escassez de leitos. Nesse contexto, esta obra ficcional representa a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS), que enfrenta inúmeros desafios na manutenção de seus serviços. Estes desafios manifestam-se na negligência do Estado e na falta de interesse da sociedade em mudar o problema.
Em princípio, o motivo da instabilidade do sistema de saúde brasileiro é a falta de investimentos adequados por parte do Estado. Portanto, John Locke afirmou que todo ser humano tem direito natural à vida e é dever do Estado defender esta garantia. Contudo, esta afirmação é contraditória na prática brasileira, uma vez que o Estado é insuficiente no financiamento do SUS, instituição crucial para salvaguardar a saúde dos brasileiros e, portanto, a vida dos cidadãos. . A atual pandemia ilustra assim o problema, com mais de 600 mil brasileiros morrendo em algumas casas por falta de leitos e respiradores de oxigênio em hospitais públicos.
Além disso, a falta de mobilização social no Brasil para apoiar esses desafios a fim de sustentar o SUS é outro obstáculo. Portanto, Zygmunt Bauman afirmou que a modernidade é a era em que o individualismo se torna o centro da existência humana. Nessa perspectiva, grande parte da população brasileira está mais preocupada com sua vida pessoal e ignora a existência do problema coletivo exposto anteriormente, ou seja, a indiferença do Estado para com o sistema público de saúde, porque não há mobilização social para forçar a governo para fortalecer a construção do sistema público de saúde. O investimento no SUS se deve ao caráter individualista do Brasil hoje. Portanto, a falta de pressão popular permitiu que o problema persistisse durante anos.