Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 01/10/2024

No livro “Cidadão no Papel”, a denúncia da ineficacia de diversos mecânismos legais é feita, evidenciando uma cidadania aparente. Nesse sentido, pode-se rela- cionar tal premissa ao que ocorre no na Brail, por exemplo, a falta de debate sobre a saúde pública. Isso é causado pela banalização da problemática e o silenciamento mídicatico.

Do contexto atual, nota-se que a normalização da falta de debate sobre a saúde pública se cristalizou na sociedade. Dessa maneira, conforme o conceito de “Banalidade do mal”, trazido por Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, isso evidencia a naturalização em relação à carência de um sistema de saúde pública eficiente, configurando a trivialização da maldade, o que, para Arendt, ocorre quando há falta de reflexão sobre os males ao redor dos indivíduos. Nesse viés, percebe-se que, o fato de existirem pessoas que passam meses na fila de espera para realizarem exames ou cirurgias pelo sistema de Único de saúde (SUS) e muitas delas não conseguem o atendimento, por falta de uma infraestrutura adequada ou de profissionais, tornou-se algo normal, passível de ser piada pejorativas nas redes sociais. Para analisar a última afirmativa recorre-se ao Instituto Datafolha no estado de São Paulo, que evidencia que o tempo de espera médio do SUS para 47% dos entrevistados era de até 6 meses e 29% aguardando por um período maior que 6 meses. Como consequência, muitos pacientes sofrem com diagnósticos tardios e atendimentos inadequados.