Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 25/06/2020
Durante a primeira revolução industrial,as mulheres eram constantemente estupradas dentro das fábricas,além da violência psicológica e moral.Hodiernamente,a violência ainda persiste contra o gênero feminino,no entanto,agora ocorre no ambiente doméstico o que intensifica os efeitos desse ato em vítimas.Diante disso,percebe-se que tal cenário ocorre em virtude não só do isolamento social,mas também do medo das vítimas de denunciar.
A priori,a quarentena que promoveu o isolamento social,também provocou um aumento no número de casos de violência doméstica.Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública,o total de socorros prestados passou de 6.775 para 9.817,na comparação entre março de 2019 e março de 2020.Tal problemática representa um grave retrocesso,haja vista que os atos violentos causam danos a integridade física e psicológica da mulher,por exemplo,aparecimento de lesões e o desenvolvimento da ansiedade.
A posteriori,o medo de denunciar o agressor,corrobora para o aumento no número de casos de violência doméstica,visto que o processo de denúncia é longo e demorado.Consoante ao artigo 5 da Constituição Federal,é garantido ao indivíduo o direito à segurança.Entretanto,isso não ocorre na prática,uma vez que muitas mulheres são violentadas tanto no âmbito físico como psicológico.
Portanto,faz-se necessária a realização de medidas,com o fito de diminuir o número de casos de violência doméstica.Por isso,o Governo,órgão que exerce o Poder Executivo,deve proporcionar incentivos fiscais,para que por meio de pesquisas científicas,em conjunto com biomédicos,seja possível desenvolver uma vacina,com o objetivo de acabar a quarentena.Outrossim,o Ministério da Justiça e Segurança Pública,órgão essencial do Poder Executivo,deve promover maneiras alternativas de denunciar a violência doméstica,isto é,em locais públicos,como shoppings e supermercados.