Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/07/2020
A violência doméstica é um problema recorrente na sociedade brasileira e que vem aumentando devido ao isolamento social por causa da pandemia de coronavírus. Desse modo, os agressores, frequentemente, são indivíduos que tiveram uma base familiar ruim, o que faz com que essa parte da população, quando adulta, possa se tornar um agressor doméstico. Além disso, as mulheres são, constantemente, um dos principais alvos desses infratores, sendo esse fato, um reflexo da cultura machista existente no Brasil. Logo, é dever do Estado reverter esse panorama.
Para o sociólogo francês Émile Durkheim, “O indivíduo é um produto do meio em que vive e sua construção acontece por um processo sócio-histórico”. Assim sendo, os cidadãos que praticam a violência doméstica, por vezes, apresentaram problemas familiares em sua juventude, o que se estende desde brigas a até mesmo violência sexual realizada por algum parente próximo ao jovem. Dessa maneira, esses indivíduos que enfrentam essas dificuldades podem repetir esse padrão comportamental futuramente com a família que virá a desenvolver e, assim, tornar-se um agressor doméstico.
Por conseguinte, as mulheres são, de modo recorrente, o principal alvo de agressores homens, o que corrobora com a ideia da existência de um machismo estrutural presente na sociedade brasileira. Assim sendo, parte dos homens do país podem, devido ao patriarcalismo histórico, se sentir no direito de agredir a esposa ou namorada por qualquer motivo que ele entenda “necessário” como, por exemplo, brigas por ciúmes que podem originar esse tipo de agressão. Ademais, com o cenário de isolamento social, essa situação tem sido mais frequente, visto que as mulheres que são vítimas de agressores, estão passando mais tempo com esses indivíduos, o que torna esse problema ainda maior.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma intervenção do Estado nesse panorama. Dito isso, o Ministério da Educação deve oferecer nas escolas do país um programa de atendimento psicológico, de modo a ofertar, ao jovem em situação familiar ruim, atendimento com psicólogos e psiquiatras gratuitamente, de modo a instruir os jovens sobre como identificar e prevenir uma possível relação violenta, para que assim, esses indivíduos, futuramente, ao ter uma família, não repita os atos que presenciou durante a infância e não venha a se tornar uma adulto agressor, o que irá diminuir a quantidade de casos desse tipo de violência na sociedade brasileira.