Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 25/06/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos indivíduos o direito à saúde, à educação e ao bem-estar social. Entretanto, o aumento do número de casos de violência doméstica no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus impossibilita que parcela da população desfrute desse direito universal, sendo causado, principalmente, pelo estereótipo de superioridade masculina existente na nossa cultura e pela grande desigualdade social do país. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para que esse problema seja extinto da nossa nação.

Primeiramente, é importante salientar as grandes desigualdades que as mulheres sofreram na história, gerando o termo preconceituoso de “sexo frágil”. Uma vez que, durante muitos eventos históricos da humanidade as pessoas do gênero feminino eram tidas como inferiores, como na Grécia antiga que elas não eram consideradas cidadãs e graças a isso não tinham o direito ao voto, ou pelo fato de que estas só conseguiram ingressar efetivamente no mercado de trabalho durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, pela ausência dos homens. Nessa lógica, pode-se concluir o grande pensamento de inferioridade que é imposto sobre essas mulheres, sendo algo extremamente arcaico, ultrapassado e incorreto.

É importante, ainda, evidenciar que esses casos de violência ocorrem, principalmente, nas camadas menos afortunadas da população. Posto que, segundo o R7, portal de notícias, mais de 60% das vítimas eram negras e mais de 70% dessas não haviam cursado sequer o ensino médio. Nessa conjuntura, é racional deduzir que a desigualdade está fortemente interligada à agressão, visto que muitas vítimas evitam fazer denúncias contra os agressores pelo fato de ser dependente financeiramente dele.

Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar o problema. Por isso, cabe ao Poder público aplicar medidas que aumentem as denúncias contra os agressores, por meio de ações que garantam às vítimas maneiras de sobreviver independente de outras pessoas, como um auxílio de dinheiro provisório, além de promover campanhas para eliminar o pensamento de superioridade masculina, a fim de que os casos violência doméstica seja extintos, mesmo após essa pandemia. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora nas condições de bem-estar dessas pessoas.