Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 25/06/2020
A Constituição Federal de 1988 garante a todo cidadão o direito à proteção de sua integridade física, psíquica e moral. Contudo, em virtude do atual cenário pandêmico, os casos de violência doméstica durante a quarentena são intensificados. Nesse viés, o problema se perpetua devido ao machismo enraizado e ao medo de denunciar o agressor.
Primeiramente, cabe ressaltar que o machismo promove o impasse. De acordo com a Carta Magna, homens e mulheres são iguais perante a lei. Entretanto, ainda existem indivíduos machistas que tratam suas companheiras como seres inferiores. Nesse aspecto, a convivência mais próxima entre os casais, favorece o desenvolvimento de conflitos, os quais são marcados pela indiferença do parceiro. Dessa forma, a promoção de atitudes violências são eivadas pelo desrespeito contra a mulher, e agressões físicas e psicológicas ganham espaço, promovendo grande abalo emocional à vítima.
Ademais, o temor de denunciar as violências sofridas é uma realidade. Diante disso, a loja virtual “Magazine Luíza” desenvolveu uma ferramenta em seu site para que vítimas de violência pudessem denunciar. Todavia, apesar da internet facilitar a forma de denunciar, mulheres ainda são amedrontadas e intimidadas para ficarem caladas. Nesse sentido, enquanto mulheres não forem encorajadas pela sociedade a promoverem queixa contra seus agressores, continuaram a sofrer as mazelas promovidas pelo desrespeito pessoal.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para resolver a problemática. O Governo Federal, por meio de campanha publicitária, divulgadas em diversos meios de comunicação como internet, TV e rádio, deve incentivar as vítimas a denunciarem abusos como violência física, moral e psíquica, a fim de mudar a realidade das vítimas que diante da quarentena, sentem-se desamparadas. Destarte, as mulheres tomarão conhecimento a respeito da importância de denunciar, e assim, terão seus direitos constitucionais efetivados.