Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 26/06/2020

Em dezembro de 2019, foi notificado uma epidemia de pneumonia na China, precisamente, em Wuhan. Em seguida, com pesquisas de infectologistas, confirmaram que esse surto, na verdade, seria o Corona vírus, no qual sofreu mutações e, consequentemente, propagou-se para o mundo todo. Tais fatos fizeram com que a OMS(Organização Mundial da Saúde) determinasse a quarenta, o que proporcionou logo após, o alto percentual de violência doméstica, especialmente, com mulheres, por serem despidas de segurança e pelo machismo vigente. Dessa forma esses povos deparam-se com desafios para erradicar a ausência de defesa e o patriarcalismo.

De início, é indubitável que a falta de proteção sobre as mulheres é bastante recorrente, em virtude da omissão das autoridades e pela ineficácia de leis que não repreendem de forma correta o agressor. Nessa perspectiva, segundo o psicanalista Sigmund Freud, em sua teoria do superego, regras sociais não nascem com o indivíduo, mas são passadas pela sociedade como viver bem nela. Sob tal ótica, percebe-se que a formulação de identidade da população é baseada em relatos passados pela geração antecessora, na qual são de grande conservadorismo. Desse modo, a perpetuação da agressão contra a mulher tem vínculo com séculos remotos. Por conseguinte, esse ódio leva a perda da ética e da moral, além de estimular atos violentos.

Outrossim, a superioridade masculina imposta pelos próprios homens, é uma grande adversidade, visto que os mesmos tem um senso de orgulho exacerbado e opõe-se a igualdade de direitos entre gêneros. Nesse sentido, de acordo com o portal de notícias da Globo, a selvageria do homem sobre a mulher aumentou cerca de 10% em relação a 2019. Essa realidade torna-se evidente, já que com a pandemia, dificultou, ainda mais, a procura por ajuda devido a quarentena. Além disso, há vários tipos de violências praticadas em domicílio, como a verbal e a sexual, graças a inconveniência de homens que praticam hostilidades contra os familiares e mulheres. Dessa forma, contribui-se para a permanência desse tipo de ação negativa.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter o avanço dessa controversa. Por tudo isso, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceira com instituições midiáticas, propor não só uma reeducação social e cultural, mas como também leis mais rigorosas, mediante a campanhas educacionais de proteção a mulher, em jornais, revistas e televisão. Adicionalmente, implementar centros de ajuda e aplicativos em celulares para denuncias, com o intuito de promover o fim da crueldade doméstica em prol de reduzir as taxas de feminicídio.