Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 29/06/2020

No período em que estamos passando, o isolamento social, devido ao Covid-19, vem aumentando número de casos de violência doméstica. Segundo um levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de ocorrências de violência contra a mulher aumentou em seis estados em comparação ao mesmo período em 2019.

A cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas no Brasil. Em 80% dos casos, o responsável pela agressão é o próprio companheiro com quem convive diariamente, segundo a pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado (FPA/Sesc, 2010). Estes dados alarmantes podem aumentar e devem causar mais preocupação durante o período que estamos vivenciado, de quarentena, recomendado para conter a pandemia do novo coronavírus.

O isolamento social intensifica a convivência entre os familiares, o que pode aumentar as tensões. O contexto de apreensão, incertezas e adversidades impostas pela pandemia, além do consumo excessivo de álcool nesse período, colabora para as discussões entre casais que podem desencadear diversas formas de agressão (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral). Devido ao isolamento social, muitas mulheres não conseguem fazer as denúncias, o que gera um número alto de subnotificações.

Para que isso se resolva, medidas devem ser tomadas a respeito da situação, lugares em que as mulheres vão frequentemente, como: lojas e supermercados, devem fazer uma campanha para ajudar as que sofrem violência doméstica, pode ser feito uma campanha em que a mulher poça pedir ajuda na loja ou supermercado e que os trabalhadores de lá denunciem o caso, também pode ser feito, como exemplo colocar um pedido de ajuda em sites de lojas famosas para possibilitar à mulher denunciar seu companheiro. Medidas assim tomadas já irá fazer uma grande diferença no momento em que estamos passando.