Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/06/2020
Maria da Penha, mulher cujo nome originou a lei 11340/06. Nesse ínterim, a lei protege as mulheres contra qualquer tipo de violência. No entanto, a lei é somente um caminho para a reparação dos danos. De acordo com um levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os números de casos de violência contra a mulher aumentaram, em comparação com o ano de 2019. Afinal, o agressor está em casa. Em segunda análise, a notificação dos casos se tornou um problema, o que cabe aos órgão competentes estenderem seu olhar por toda a sociedade, para que seja possível o atendimento e a resolução dos problemas das vítimas.
Por analogia histórica, a mulher é tida como representante do sexo frágil, onde tem que ser subordinada a figura masculina, às atividades domésticas, dentre outras. Porém, todos esses termos mudaram, o que não mudou foi os casos de violência contra a mulher. De acordo com o que é representado no filme Call podemos identificar tanto as mudanças quanto a persistência dos crimes de ódio contra a mulher. É notório a apresentação do cenário atual de isolamento, no qual a maioria das pessoas estão trabalhando por vídeo conferência. Desse modo, o filme retrata uma reunião de trabalho, onde uma das participantes percebe que há algo de errado com uma colega. Em resumo, ela estava sofrendo violência doméstica. Sendo assim, faz-se necessário um olhar holístico sobre possíveis casos.
Em decorrência do isolamento social, um serviço que é frequentado de forma essencial, e importantíssimo em estratégia é o atendimento nas farmácias, onde as vítimas podem procurar ajuda para libertarem-se dos sofrimentos ocorridos em ambiente doméstico. Assim, o pedido de ajuda supracitado ficou conhecido como “Sinal Vermelho”, onde basta mostrar o simbolo, um x vermelho na mão, e os profissionais do estabelecimento já saberão como proceder e agir. Então, que regressão não é mesmo “Elsa Soares”? Como as mulheres que estão sofrendo as mais cruéis barbaridades nesse período de isolamento social queriam poder apenas dizer “Cadê meu celular eu vou ligar pro 180”.
Tendo em vista os dados apresentados sobre o aumento dos casos de violência conta a mulher, é necessário que a sociedade se habilite a viver de acordo com o período vivenciado. Por esse motivo, cabe às delegacias, regidas pela lei, aos movimentos sociais capacitarem a população em geral para que todos sejam aptos de identificarem uma vítima. Outrossim, equivalente a campanha do Sinal Vermelho, os profissionais que lidam com tais atrocidade, tal como a sociedade em geral, devem criar outros símbolos e espalhar por todos os estabelecimentos essenciais, assim, os profissionais de tais serviços devem serem capacitados a como procederem ao identificarem um caso de violência contra a mulher. Para que nesse viés, seja possível fazer jus a lei 11340/06.