Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/06/2020
Em um contexto de pandemia, em que é pregado a cultura de cuidado com o próximo e isolamento social, observa-se um aspecto discrepante a ser debatido: a violência doméstica. Os números a respeito deste tipo de violência vêm aumentando durante a quarentena, seja devido à intensificação das relações sociais com os familiares ou os impactos psicológicos provocados pelo confinamento.
É relevante abordar, primeiramente, que o período de quarentena adotado em contra-medida a disseminação do vírus pandêmico, está diretamente ligada à violência doméstica. Isto, pois a segregação da sociedade entre os grupos familiares intensifica as relações, aumentando a probabilidade de discussões acaloradas e impulsionamento de embates já existentes. Este fato pode ser comprovado de acordo com o estudo conduzido pelo Fundo de População das Nações Unidas, que relatou um possível aumento de 20% no número de casos de violência doméstica em todo o mundo.
Paralelo a isso, cabe analisar também o fator psicológico que a medida de distanciamento incide sobre as pessoas. Levando em conta estudos referentes à pandemias anteriores como o H1N1, foi constatado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) que há maior prevalência de respostas emocionais negativas entre pessoas que estiveram de quarentena, como: medo, ansiedade, irritabilidade, raiva, entre outras. Dessa forma, verifica-se também como fator primordial à violência doméstica, o desequilíbrio emocional e psicológico entre todos os afetados pela reclusão social.
Portanto, conforme inferido no texto, é necessário que o Governo promova a campanhas de apoio às vítimas de violência doméstica, considerando o momento de fragilidade social vivenciada, e também a disseminação de informação correta e confiável à todos, a respeito da pandemia, a fim de amenizar os impactos psicológicos na população. Todas essas medidas, culminariam em uma formatação favorável ao combate deste tipo de violência.