Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 28/06/2020

Proteção ou submissão

O livro, Um soco na alma, de Beatriz Schwab e Wilza Meireles conta sobre relatos de mulheres que sofreram abuso psicológico, segundo as autoras é a mais silenciosa das formas de crueldade doméstica. Com isso, surge a problemática da violência doméstica que persiste na sociedade, seja pela abstenção de ajuda governamental, seja pelo receio de denunciar, ou até mesmo, a mente fechada da sociedade patriarcal.

Durante muito tempo as pessoas acreditavam no ditado “Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.”, a vida familiar era privada e cada um resolvia os problemas em casa de uma forma, nem que isso fosse feito através da força física. Sendo assim, a vítima dificilmente deixava transparecer para o exterior o que se passava dentro de seu âmbito familiar.

Neste ano de 2020, uma quarentena teve início devido à pandemia do COVID-19, por conta disso, a violência doméstica sofreu um drástico aumento. Em São Paulo os casos de violência cresceram em 30%, já no Rio de Janeiro esse aumento foi de 50%. Segundo especialistas, a intensa convivência durante o isolamento contribui para que ocorra mais casos de abuso, seja ele físico, psicológico, moral ou sexual.

Logo, medidas públicas são necessárias para mudar esse cenário. É fundamental, portanto o incentivo de oficinas virtuais de denúncias, visando maior facilidade às vítimas de violência na hora de procurarem ajuda. Ademais, faz-se necessário ainda que operadores do direito e formuladores de políticas públicas elaborem medidas que atendam às necessidades regionais de combate à violência doméstica. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições na luta de vítimas de violência doméstica que ocorrem dia a dia durante esse período de isolamento.