Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 29/06/2020
O caso de Maria da Penha, uma farmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor fosse condenado ficou conhecido em todo país, evidenciando a existência contínua de violência doméstica nos lares brasileiros. Em épocas de quarentena, como a que estamos vivendo agora, quando as pessoas precisam ficar em casa, é previsto que essas situações tenham a incidência aumentada. Tal problemática ocorre em virtude da vítima e o agressor estarem passando muito tempo juntos e os meios de denúncia estarem cada vez mais inacessíveis.
Segundo o jornal O Globo, o número de queixas de violência doméstica aumentou 50% desde o início do isolamento. Sendo assim, em situações normais, o agressor e a vítima passavam pouco tempo juntos, por conta de trabalho e outros deveres. Mas agora, são na maioria das vezes, obrigados a ficarem juntos em um ambiente sucessível a ocorrência de discussões e brigas.
Inegavelmente, nas circunstâncias atuais, os meios de denúncia são limitados drasticamente já que as saídas de casa são muito menos frequentes do que antes. Pensando nisso, farmácias no estado do Espírito Santo criaram uma campanha que permite que essas acusações sejam feitas mais facilmente, bastando que essas pessoas apresentem o desenho da letra X escrito em vermelho na palma da mão para que a equipe da farmácia comunique o acontecimento às autoridades locais.
Por fim, fica evidente que esse é um problema sério e precisa ser combatido. Dessa forma, o governo do Brasil, por meio do uso de dinheiro público deve incentivar e financiar a criação de campanhas televisivas com a participação de pessoas influentes e com propriedade no tema, tendo o intuito de prevenir essas agressões, que podem ser morais, físicas ou até mesmo psicológicas e promover meios para que sejam comunicadas à polícia quando tais situações acontecerem.