Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 19/11/2020
De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que a violência domestica aumentou durante a quarentena, demonstra-se uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da insuficiência de leis e o receio de denunciar.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de legislação presente na questão. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, o aumento da violência contra mulher aumentou diante do contexto que estamos vivendo não encontra o respaldo político necessário para ser solucionado, o que dificulta a resolução do problema.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o receio de denunciar. Sob essa lógica, o imperativo categórico, de Kant, preconiza que o indivíduo deve agir apenas segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal. No entanto, no que tange à questão da violência contra mulheres há uma lacuna no dever moral quanto ao exercício da denuncia.
Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Logo, é necessário que as famílias, em parceria com a liderança dos bairros, exijam do poder publico o cumprimento do direito constitucional de proteção a essas vitimas. Essa exigência deve se dar por meio da produção de ofícios e cartas de reclamação coletivos, com a descrição de relatos de pessoas da comunidade que sofrem com esse problema, a serem entregues nas prefeituras, para que os princípios constitucionais sejam cumpridos. Faz-se necessário também, que as mídias de grande acesso divulguem amplamente os canais de denuncia, tanto via telefone, quanto online. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problrmática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminiski: “Em mim, eu vejo o outro”.