Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 05/07/2020
É de extrema importância, devido ao contexto atual de pandemia, permanecer em casa. Desse modo, o contato frequente entre indivíduos configura-se inviável. Assim, a quarentena dificulta eventuais denúncias de violência doméstica. No entanto, caso a misoginia e a agressividade não fossem tão frequentes na cultura brasileira, não haveria tais imbróglios. Portanto, a vigente sociedade tupiniquim, a qual inferioriza a mulher e a criança, é o principal responsável pelo aumento de casos de violência doméstica durante o isolamento social.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer o aumento de 46,2% nas ocorrências de feminicídio em São Paulo, conforme o Instituto Maria da Penha. Nesse contexto, de maneira análoga às rochas sedimentares, as facetas sociais se constroem lentamente e gradativamente, via pequenos constituintes de um todo. Sendo assim, as heranças que discriminam e subjugam a mulher ocasionam uma segurança para que o homem violente a mesma, com a garantia de que ela não sairá de casa. Finalmente, é tácito a vulnerabilidade e riscos que mulheres sofrem constantemente, os quais são acentuados pela conjuntura atual.
Em segundo lugar, segundo a ONG World Vision, pode haver um aumento de até 32% do número mundial de violência contra criança, as agressões se referem a todos os âmbitos, como físico, emocional e sexual. Todavia, por ser o público alvo jovens, dificulta a identificação por parte de outros cidadãos, além de não haver um programa de educação sobre como reconhecer o abuso. Por fim, é mister que haja projetos para educar crianças e jovens sobre o que estão sujeitos a passar.
Tendo o exposto em vista, conforme a lei da Inércia de Isaac Newton, enquanto a força da educação não agir contra a “rocha” do contingente canarinho, a violência doméstica permanecerá em movimento e ascendendo durante o distanciamento social. Ademais, por meio de investimentos educacionais, como o supracitado, que ensinam como identificar agressões e como reagir as mesmas, além de levar às escolas esse debate de maneira lúdica e adaptada à faixa etária, afim de garantir o combate à misoginia e violência. Urge que o governo Federal financie tais programas para além de escolas públicas. Contudo, será o início de um árduo e longo caminho para uma sociedade livre de brutalidades.