Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 30/06/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, na qual acredita em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena torna o país mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo aumento das tensões familiares, seja pela negligência à liberdade principalmente de mulheres, o problema permanece silenciosamente, afetando grande parte da população, e exige uma reflexão urgente.
Primeiramente, é válido ressaltar que uma das causas da violência doméstica é a confinação da família eclodido pelo isolamento social, o que aumenta a interação entre os indegrantes familiares, consequentemente, o grupo é vulnerável a brigas e desacordos. Exemplos disso podem ser nas informações divulgadas pelo Instituto Maria da Penha que devido ao isolamento social há um aumento nos casos de agressão nas residências que é o produto de discussões e desavenças.
Além disso, é indispensável destacar como a negligencia à liberdade limita a cidadania do indivíduo, que tem por direito ao bem-estar social. Segundo Gilberto Dimenstein, apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos e de todos os modernos códigos legais que regem o país, o Brasil é negligente quando o assunto é o crescente casos de violência doméstica na quarentena.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Estado criar leis punitivas severas que intimide o agressor de promover atos violentos, sendo eles verbais, psicológicos e físicos, por meio do aumento penal e multa, a fim de minimizar casos de violência doméstica em tempos de quarentena.