Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 30/06/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Nesse sentido, a violência doméstica durante a quarentena dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário é fruto da negligência estatal e da disfuncionalidade do sistema de ensino.
Primeiramente, convém ressaltar que tal problemática deve-se a falhas na questão legal e sua aplicação, haja vista que, conquanto a Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura direito à vida e segurança aos cidadãos, logo a violência doméstica ratifica o contrário. Nesse ínterim, é notável que o Ministério da Justiça não promove ações para coibir a prática. Tudo isso proporciona o agravo desse quadro deletério.
Outrossim, a falta de capacidade técnica do corpo docente nas escolas é um dos agravantes do imbróglio. De acordo com Aristóteles, o homem é um ser social e a vida em sociedade é essencial para a sua realização pessoal e busca pela felicidade. Nesse aspecto, o sistema de ensino que limita a capacidade de percepção do indivíduo perante os problemas sociais, como é o caso do machismo que proporciona a violência doméstica pode limitar o próprio senso crítico dos cidadãos. Por outro lado, a partir de uma educação de qualidade, pode minimizar os efeitos do embate.
Portanto, medidas são necessárias para resolver a problemática. O Ministério da Educação, juntamente ao do Trabalho devem criar um fundo monetário, para financiar a implementação de reformas na BNCC para evidenciar a importância de combater o machismo. Além disso cabe ao Ministério da Justiça fiscalizar casos recorrentes além de propor canais de ajuda na internet a fim de auxiliar mulheres que estão sofrendo maus tratos. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.