Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 01/07/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aumento de casos de violência doméstica apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do medo da vítima, quanto da falta de ajuda das pessoas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a violência doméstica deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, tal fato não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, as vítimas têm medo de denunciar as agressões que sofrem, a campanha “sinal vermelho” deve ser mais divulgada, para que assim todos saibam e possam fazer suas denúncias com um simples sinal na mão. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de ajuda das pessoas que sabem sobre a situação da vítima como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, é importante que as pessoas que sabem pelo o que a vítima passa denunciem a situação. Ainda mais, com o isolamento social o aumento de casos da violência doméstica aumentou 44,9%, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que aqueles que sabem sobre casos de violência doméstica e não ajudam contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigiar o avanço de casos de violência doméstica, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, será revertido em fiscalizar as denúncias feitas, por meio de uma reunião. Com isso, os casos de violência doméstica irão diminuir e as pessoas terão um convívio familiar melhor. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da violência contra mulheres, e a coletividade alcançará a Utopia de More.