Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 01/07/2020

Muito se sabe sobre o alto e preocupante número de mulheres que sofrem agressões físicas e psicológicas todos os dias pelos seus companheiros, pais, avós, tios, e, muitas vezes, acabam mortas. Esses atos violentos vêm de uma cultura misógina onde homens sentem-se superiores e que mandam em suas companheiras.

Assim, sendo o Brasil o quinto país no ranking de violência contra mulher e visto que a cada 4 minutos uma mulher é agredida, na pandemia do Covid-19 com o aumento do convívio familiar e do consumo de álcool, houve um aumento de mais de 40% nos primeiros meses do isolamento social, em relação a 2019, no estado de São Paulo. O feminicídio também sofreu um aumento de quase 50%, deixando claro como o machismo mata todos os dias apenas pela sensação de superioridade dos homens.

Dessa forma, a série brasileira “Coisa mais linda”, que se passa na década de 1960, retrata essa realidade onde Lígia sofre violência do seu marido Augusto e, muitas vezes, ele chega em casa bêbado, até que um dia ela é morta por ele por querer seguir seus sonhos cantando e por ter feito um aborto. A partir disso, fica claro que os movimentos feministas se fazem indispensáveis, visto uma conquista de direitos das mulheres em relação a esta época.

Além de todos os malefícios causados a vítima, a violência contra mulher também pode causar custos  sociais e econômicos, visto que as vítimas podem sofrer traumas e incapacitações, podendo ter uma aposentadoria por invalidez, um isolamento social por dificuldade de se relacionar, ou, até mesmo, não conseguir ter um cuidado com si mesma. Por isso, o bom funcionamento da lei Maria da Penha, os serviços sociais oferecidos, principalmente na quarentena, e as campanhas como “Sinal Vermelho” onde mulheres avisam discretamente os farmacêuticos sobre a violência, é tão essencial.

Em síntese, para que a violência doméstica seja erradicada e que a vítima seja apoiada a denunciar e tenha um proteção, é indispensável um programa de educação visando a valorização da mulher em sociedade e o melhor funcionamento da lei Maria da Penha e de políticas públicas, com a criação de uma campanha de conscientização e de incentivo a mulher nas escolas, a criação de abrigos para as mulheres já agredidas e as protegendo dos agressores de forma mais eficiente, como obrigar o agressor a sair da cidade e prendê-lo em casos mais graves. Esses atos devem ser realizados pela assistência social da cidade com a ajuda financeira do Governo Estadual, com verbas de impostos arrecadados, e pelo Ministério da Educação.