Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 01/07/2020
A violência é um problema que existe desde os primórdios da humanidade, porém, na sociedade contemporânea, com a forte presença do machismo, o número de mulheres que são violentadas cresce mais a cada dia, principalmente agora com o isolamento social.
Contudo, o isolamento é necessário para a proteção contra o vírus, o que acaba trazendo outros males para a vida de algumas mulheres que são violentadas todos os dias pelos homens de seu convívio. Tais violências tiveram um aumento de 44,9% em São Paulo, segundo Instituto de proteção a mulheres violentadas Maria da Penha.
No entanto, como apontado pela Organização Mundial da Saúde, o consumo de álcool na quarentena tem crescido, o que provoca alterações no comportamento, além das tenções já existentes pelo constante convívio. Se relacionando diretamente com o aumento de casos de violência doméstica. Tal realidade pode ser vista na primeira temporada da série “Good Gilrs” da Netflix, em que um homem após se embebedar tenta se aproveitar sexualmente da vítima que claramente não quer.
Tendo isso em vista, a associação brasileira de redes de farmácias e seus colaboradores, criaram a campanha do ‘Sinal Vermelho’ que consiste em ajudar as mulheres a denunciarem seus agressores discretamente. Com o desenho simples de um X vermelho na mão que pode ser detectado facilmente pelos atendentes do local, tal sinal está sendo divulgado em várias redes sociais e jornais, para assim ajudar o maior número de pessoas possível.
Sendo assim, para ajudar um maior número de mulheres e seus familiares vítimas de violência doméstica, é necessário que o Ministério da Saúde juntamente com a secretaria de segurança pública, organizem a reabertura dos abrigos de proteção dessas vítimas, que estão fechados por conta da pandemia. Com os cuidado em relação ao vírus e testes rápidos para o mesmo, é possível direcionar mulheres não doentes até os abrigos em segurança, assim, sabendo que se tem um refúgio de proteção, mais mulheres terão coragem de denuncia seus agressores.