Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 01/07/2020

A violência doméstica é um problema que assombra as mulheres a muito tempo. Entretanto, com o isolamento social que o Brasil esta passando para enfrentar o vírus Covid-19, os números de denúncias de violência dobraram. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP),  apenas no estado de São Paulo, as denúncias aumentaram em 44,9% desde março, em que se deu o início da quarentena. Infelizmente, as brasileiras ainda vivem em uma sociedade machista e agressiva em pleno século XXI.

Decerto que a violência doméstica pode desencadear em questões de minutos um feminicídio. De acordo com o FBSP, os números de feminicídio em São Paulo cresceu em 46,2%. A quarentena e as bebidas alcoólicas não são desculpas para cometerem assassinato, nunca foram, apenas afloraram o que os homens aprendem desde menores, que as mulheres são inferiores e que não a problema em agredi-las.

Ainda há o problema psicológico que a violência doméstica pode desatar. As agressões não se limitam apenas as físicas, mas também psicológicas com as realizações de pressões e manipulações mentais. Com o isolamento, as mulheres acabam não tendo para onde escaparem e acabam desenvolvendo problemas como a ansiedade, insegurança e medo. Todavia, devido as manipulações elas não conseguem deixar os seus companheiros e quando conseguem, o trauma é tão grande que precisam procurar tratamento psicológico para conseguirem voltar a se relacionarem com o sexo oposto.

Como exemplo, podemos citar o documentário O silêncio das Inocentes, de Ique Gazzola. O documentário conta a história da farmacêutica Maria da Penha, que devido as agressões domésticas que sofria deu origem para a Lei Maria da Penha, em 2006 que protege as mulheres das violência doméstica.

Em suma, o Ministério da Educação deve implementar nas escolas uma vez por semana, a partir do primeiro ano do Ensino Médio, uma aula sobre as mulheres, abordando o feminismo, a violência doméstica, como perceber um relacionamento abusivo e como escapar de um, onde pedir ajuda e como combater o machismo. Essas aulas devem ser dadas por uma professora, pois os homens não podem ensinar sobre algo que nunca passaram ou passarão. Assim, cortando o problema pela raiz, as próximas gerações de mulheres não precisaram ser vítimas de violência doméstica.