Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 01/07/2020
Com o advento do Sars-CoV-2 (Coronavírus), causador da pandemia de covid-19, o mundo enfrenta a crise de saúde e econômica, devido à recessão comercial. O Brasil, um dos países com maior número de infectados do mundo, tem realizado medidas de contenção da doença, por meio do Lockdown, com o intuito de evitar o aumento da curva epidemiológica - que mede o número de pacientes e o número de leitos disponíveis. Consoante, a quarentena tem confinado os brasileiros em casa e afetado sua saúde mental, gerando e acentuamento as patologias, estresse e, consequentemente, o medo, conflito e desespero que, segundo Nelson Mandela, devem ser acalentados. Dessa forma, observa-se que, apesar do necessário isolamento social, a saúde do brasileiro continua comprometida devido à violência doméstica.
Primeiramente, é notável o impacto constitutivo do Coronavírus na instabilidade do país. Isso, uma vez que, segundo dados do G1 - com mais de 1,3 milhão de casos, o Brasil é o segundo país com maior número de infectados. Tais fatores resultam em atitudes governamentais radicais - como a declaração de lockdown em diversos municípios, estado de sítio, multas, obrigatoriedade no uso de máscaras - na contenção do vírus. Entretanto, apesar de necessária a quarentena, o baixo subsídio estatal é, também, um fator de instabilidade psicológica, o que dificulta a convivência das famílias.
Paralelamente, nota-se o aumento da violência gerada por essa instabilidade popular, visto que, de acordo com dados do G1, houve um aumento de mais de 40% dos casos de feminicídio, causando o medo na população e, por conseguinte, levando a uma maior histeria. Assim, não apenas em meio a crise, mas, também, as futuras gerações estão sujeitas as consequências, tendo em vista que as crianças e adolescentes são alvos da violência presente e desenvolvem, muitas vezes, pensamentos patológicos que atrapalham a convivência social quando adulto.
Portanto, é perceptível o papel do Coronavírus como gerador do necessário isolamento social que atua na catalisação da violência doméstica, atingindo a estabilidade física, financeira e comprometendo as gerações futuras. Destarte, é necessário que o Ministério da Saúde, órgão responsável pela saúde e integridade física do cidadão brasileiro, em parceria com as delegacias municipais e estaduais, promovam o atendimento psicológico gratuito, na intenção de identificar e tratar previamente as patologias provocadas, assim como cumprimento efetivo da Lei, por meio das Políticas Públicas de Assistência Social (PNAS) e do investimento na velocidade burocratica das denúncias, para que haja cuidados não somente com a saúde física, mas também mental do brasileiro, a fim de promover a coragem onde há medo, acordo onde há conflito e esperança onde há medo, como dito por Mandela.