Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 05/07/2020

A obre “O triste fim de Policarpo Quaresma” , do modernista Lima Barreto, revela seu protagonista com a característica marcante do ufanismo, acreditando em um Brasil utópico. Contudo, em tempos hodiernos, o descaso político e social com os casos de violência doméstica durante a quarentena, torna o país distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nesse viés, esse imbróglio é chancelado pela displicência Estatal, bem como pela má formação socieducacional.

Em primeira análise, convém ressaltar a inadimplência Governamental como impulsionadora do problema. Imerso nessa logística, de acordo com a Teoria do Caos, do Físico americano Edward Lorenz, ao retratar que uma pequena mudança no início de um evento pode apresentar resultados completamente diferentes no futuro. Com isso, é notória que se o Estado investisse mais em meios que visem diálogos, palestras com homens para conversar sobre a violência cometida com as mulheres, que foi intensificada, principalmente, na quarentena. Logo, no futuro gatos como esses seriam atenuados.

Faz-se mister, ainda, salientar que a educação é o fator principal para o desenvolvimento de um país. À luz do exposto, vale pontuar o pensamento do intelectual Paulo Freire ao evidenciar que " se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." Sob essa óptica, é perceptível um corpo social marcada pela educação patriarcal, na qual exalta a figura masculino, e assim, cria-se um meio frisado pela subordinação da mulher em relação ao homem. Consequentemente, esse patriarcalismo trás consequências imagináveis para sociedade, como o aumento da violência contra o sexo feminino.

Infere-se, portanto, que o Estado deve fomentar o investimento em políticas, que visem diminuir os casos de violência e adotar medidas exequíveis, mediante órgãos responsáveis por esse meio e desse modo, desenvolver palestras, diálogos sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de amenizar os danos advindos dessa violência. Ademais, cabe as instituições Escolares, em parceria Escolares, em parceria com  Família, orientar e educar os infantos-juvenis fundamentados em concepções morais e éticas, por intermédio de implementação de atividades lúdicas e de seminários interdisciplinares, voltados para a importância da mulher, com a finalidade deles aprenderem desde cedo a respeitarem as mulheres.