Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/07/2020

Promulgado pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito ao respeito, a igualdade e ao bem-estar social. Conquanto, a violência doméstica durante o isolamento social, impossibilita que essa parcela da população desfrute do direito universal na prática. Nessa perspectiva, esse desafio deve ser superado, para que uma sociedade integrada seja alcançada.

É indubitável que a questão do isolamento social, por conta do COVID-19, está sendo um dos principais promissores da violência doméstica. Com o isolamento, muitas mulheres estão tendo que conviver directamente com relações abusivas, e dificultando o acesso à ajuda, visto que muitas vezes o parceiro proíbe de manter comunicação. De acordo com dados divulgados por jornais, o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de violência doméstica contra mulher, dado preocupante. A cada 7 horas uma mulher morre ou é agredida apenas por ser mulher, e esse cenário só tende a piorar com o isolamento social.

Outrossim, destaca-se a questão constitucional e a sua aplicação como impulsionadores do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Entretanto, milhares de mulheres morrem e sofrem violência doméstica, mas maioria dos seus assassinos e agressores continuam impunes, a justiça continua falha. O Sistema Governamental, também é promissor do problema, já que a falta de comprometimento com essa parcela da população faz com que o problema persista e agrave-se cada vez mais durante a quarentena.

É evidente, portanto, que ainda há entraves que impossibilitam a resolução do empecilho. Dessa forma, é necessário que o governo, invista numa maior fiscalização e cumprimento das leis, garantindo a devida punição do agressor. Uma proposta cabível para o cenário de isolamento social atual, é também, investir em aplicativos “disfarçados”, ou seja, uma estratégia para que o agressor não desconfie e assim ajudar a vítima.Muitas lojas onlines já adotaram esse sistema, é necessário que mais a mídia divulgue essa ideia,para que mais mulheres possam ser ajudadas. É viável também, promover campanhas de consciencialização e divulgar número dos principais órgãos de apoio a mulher, tais como o da polícia e Maria da Penha. Diante disso, o Brasil poderá superar em parte o problema, e assim, alcançar  uma sociedade integrada.