Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 02/07/2020

Criado pelo Instituto Maria da Penha, o vídeo “Call” ganhou extrema notoriedade em período de isolamento social; nesse vídeo é simulado a realidade de milhares de mulheres brasileiras vítimas da violência doméstica. Nele, é realizado uma companha para a conscientização da sociedade a ser uma principal rede rede de apoio as vítimas, sendo necessário o debate sobre o aumento de tal ato repulsivo.

Primeiramente, durante anos a mulher foi vista e tratada como frágil, incapaz e dependente de outros,sejam esses indivíduos do sexo masculino,e são excluídas pela sociedade machista sendo ainda hoje - na sociedade pós moderna- marginalizadas. Porém, uma grande parcela de mulheres se libertaram de falsos preceitos sobre elas e se emponderaram, sendo elas próprias donas de si mesmas,; conquistando o merecido espaço, ainda que esse seja pequeno, na atualidade.

Ademais, por essas sofrerem constantemente com ataques machistas, são vítimas de violência sexual física, psicológica ou moral, e os casos apenas aumentaram no decorrer do tempo com a pandemia do novo corona vírus, em que foi decretado pelos governos estaduais o isolamento social dos indivíduos. Com isso, pelo maior tempo dentro de casa, uma convivência forçada com o parceiro, stress econômico trazido pela crise e o próprio do do vírus; acarretam casos repulsivos de violência contra principalmente as mulheres, em que estas acabam não denunciando o agressor pelo próprio medo de não serem levadas a sério ou até mesmo de serem violentadas novamente.

Portanto, a fim de que ocorra uma diminuição nos casos de violência doméstica durante o período de isolamento social causado pelo vírus covid-19, é necessário que o governo federal, junto ao Ministério da Justiça e Cidadania ,se aliem a instituições- de cunho a proteção das mulheres e denúncias contra agressões- como a Maria da Penha. Para que juntos possam através de leis eficientes, campanhas conscientizadoras, como também um atendimento tanto médico como policial a casos denunciados que necessitem de assistência urgente; assim a sociedade atue como um agente determinante ao fim do passado marcado por agressão e discriminação de gênero, e não seja necessário promover companhas lúdicas contra a violência.